250 sites de compras coletivas fecham em seis meses






 

Em seis meses, pelo menos 250 sites de compra coletiva fecharam. Hoje cerca de 75% da receita do setor, de R$ 1,6 bilhão em 2011, está nas mãos de dez portais.

O número de portais ativos caiu de 1.100 para 850 entre novembro de 2011 até abril, segundo dados do agrupador de ofertas SaveMe e da consultoria e-bit.

Hoje cerca de 75% da receita do setor, de R$ 1,6 bilhão em 2011, está nas mãos de dez portais. Em abril, o setor faturou R$ 142 milhões, um crescimento de 2,9% em relação a março, segundo dados do SaveMe.

Com isso, o mercado de compras coletivas luta para provar que não é só uma moda, mas que veio para ficar. No Brasil, em pouco mais de dois anos, o setor já viveu seus altos e baixos, com o nascimento e morte de centenas de sites. Agora, para sobreviver, os portais estreitaram os laços com o setor publicitário e passaram a explorar seu potencial como veículos de mídia.

A compra coletiva chegou ao mercado como um modelo de venda de serviços pela internet. Começou com ofertas em restaurantes e salões de beleza, e acabou virando um canal para varejistas desovarem seus estoques de produtos. A aproximação com a publicidade é a terceira fase desse processo de evolução do mercado.

A ideia é aproveitar o tráfego de consumidores ávidos por ofertas para atrair anunciantes.

Negócio novo

Desde que os primeiros sites foram lançados no Brasil, em março de 2010, o segmento de compras coletivas passou por transformações. Primeiro, veio uma fase de euforia, que levou centenas de empreendedores a criarem seus próprios sites. Mas o mercado se mostrou mais difícil do que parecia e muitos deles já saíram do ar.

O futuro do setor ainda é incerto, mas os sites devem testar novas experiências no e-commerce, dizem os especialistas. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.