Compras online: hora de inovar






Depois da explosão de acessos, a procura pelos sites de compras coletivas começa a passar por um processo de acomodação. Os índices mostram que ainda há crescimentos constantes, mas menos expressivos que os observados até o final do ano passado.

Em abril deste ano, 14,1 milhões de internautas brasileiros navegaram nesses endereços virtuais, ante mais de 7,4 milhões em outubro de 2010, segundo o Ibope Nielsen Online. De acordo com analistas, o segmento movimentará R$ 800 milhões neste ano.

Para especialistas, esse movimento é normal, pois todas as novidades lançadas na web costumam atrair a atenção, gerando um volume significativo de negócios e depois registram declínio no interesse.

Para Ludovino Lopes, atual presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), o sistema de vendas virtuais está em constante evolução e, por isso, é preciso compreender que as compras coletivas não são um meio eletrônico de oferta de produtos, mas de serviços que atendem regiões específicas.

O presidente da camara-e.net lembra que há grande concentração nesse segmento de negócio. Apenas cinco ou seis empresas concentram de 80% a 90% do faturamento do setor. Ele acredita que a regionalização é fundamental para sua sobrevivência e para a entrada de mais empreendedores no mercado.

Na opinião de Lopes, o setor também se ajustará naturalmente se os empresários estruturarem bem seus negócios. É fundamental a implantação de uma plataforma que funcione, um sistema de pagamentos eficiente e seguro, e um mecanismo de processamento de pedidos rápido e que não prejudique as entregas. Segundo o executivo, o mercado brasileiro está na fase de identificar boas práticas de atuação que poderão, futuramente, ser a base de uma legislação específica para o segmento. “Talvez seja adequado que o mercado discuta essas regras para depois criar uma legislação – se essa for muito rígida, poderia engessar o setor. Isso não seria benéfico, pois esse segmento está renovando o comércio online”, opinou.

Para o analista do ibope Nielsen Online, José Calazans, a enorme adesão a essa modalidade de vendas ocorreu em função da divulgação maciça desses endereços na internet.

Fonte: Diário do Comércio (p. 18)