Compra coletiva diminui custos da produção rural






Na era da informação, cada vez mais pessoas se unem em redes para tratar de seus interesses comuns. Uma prática que está se tornando febre é a compra coletiva de produtos e serviços pela internet, com a oferta de produtos a um preço reduzido, atraindo centenas de compradores.

Mas não são apenas os usuários de computadores que estão se beneficiando. Produtores rurais também economizam, negociando em conjunto diretamente com comerciantes de seus municípios os preços de insumos e outros produtos agropecuários. Além de diminuir custos das empresas fornecedoras, esse tipo de venda dá ao comprador maior margem de negociação.

Em Campos dos Goytacazes e São João da Barra, por exemplo, produtores rurais estão se beneficiando com a prática cada vez mais comum. Eles se uniram para fazer compras coletivas de produtos que serão usados na montagem dos projetos incentivados pelo Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, e conseguiram aumentar o número de produtos comprados. Embora a compra ainda seja à moda antiga, a ideia é a mesma do comércio pela internet: adquirir produtos em maior quantidade para negociar descontos.

Na microbacia Rio Doce, em São João da Barra, oito produtores das localidades de Mato Escuro, Água Preta e Açu compraram juntos material para criação de galinha caipira, adubação orgânica e plantio de cana forrageira. Em Campos, o técnico da Emater-Rio, Jarbas Pereira de Souza Filho, acompanhou seis agricultores dispostos a conseguir mais descontos na compra de material para o cercamento de um pasto rotacionado na microbacia Rio Preto.

– O Banco Mundial nos ajuda financiando o Rio Rural, mas nós também temos que fazer a nossa parte. Conseguir comprar mais material é uma obrigação nossa. Lutar por um desconto é bom para nós – disse animado o agricultor Antônio Carlos Barreto, que rejeitou em nome do grupo um desconto de 3%. Em Campos o grupo obteve depois um desconto de 10% – contou o produtor.

Gerente do Rio Rural em Macaé, Trajano de Morais e Conceição de Macabu, Luiz Carlos Guimarães diz que, além de ser bom para os agricultores, a compra coletiva é boa também para o programa.

– Eles ficam comprometidos e retiram o dinheiro para a compra imediata dos produtos. Além disso, se organizam, começam a interagir e depois, quem sabe, podem se unir para vender seus produtos. Aprendem a se organizar – revelou. 

Fonte: Jornal do Brasil